O que fazer em Belo Horizonte

Três dias em Belo Horizonte

Primeiro dia

Após sairmos de Ouro Preto, dar uma passada em Mariana, seguimos para a capital Belo Horizonte. No caminho não deixe de passar no restaurante Retiro Novo na Rodovia dos Inconfidentes e apreciar o pão de queijo com linguiça de lá. É maravilhoso! Como ele é grande já foi meio que nosso almoço.

Chegamos em BH por volta das 13:00 horas e fomos direto para o hotel Allia Gran Pampulha. O hotel é lindo, tem uma ótima localização, quartos amplos e bem equipados e um bom atendimento. Nos organizamos e seguimos para o centro da cidade na intenção de comprarmos algumas roupas, confesso que não achei atrativo como falam, acabei saindo sem comprar nada mas pelo menos já aproveitamos para conhecer o mercado central de Belo Horizonte. Neste dia foi uma passada rápida, conhecemos o mercado de verdade no dia seguinte, falarei sobre ele mais adiante.

Já era noite quando fomos para o Graffica Bar, localizado no Edifício Maletta no centro da cidade. O local é um pub e tem esse nome pois antigamente era de fato uma gráfica, portanto a decoração remete a esse tema. Por lá você encontra cervejas artesanais, petiscos e drinks, não deixe de experimentar o drink de manga. O preço dos petiscos é bem salgadinho, não indico se estiver com fome e precisando comer um pouquinho a mais, a não ser que não se incomode em gastar. Como economizar é nosso lema, Luam desceu um andar para procurar comida mais em conta e acabou descobrindo uma barraquinha de uma mulher chinesa onde vende uma esfirra maravilhosa, comprou algumas e com isso ficamos apenas apreciando os drinks e a bela vista da lua cheia que a varanda do bar proporcionou.

Chegado a hora de irmos para o hotel vou falar de algo que definitivamente não foi bom em Belo horizonte, o serviço de Uber, além de vários terem cancelado nossa corrida quando finalmente um aceitou foi extremamente grosseiro porque não sabíamos que ele estava estacionado do outro lado da rua, estávamos esperando na saída do prédio onde ficava o bar. Acabamos desistindo de ir com ele pois foi realmente muito grosso e sinceramente deu até medo. Pegamos um táxi e embora tenha saído um pouco mais caro valeu muito a pena.

Segundo dia

Agora sim vamos falar do Mercado Central de Belo Horizonte. Após o café da manhã no hotel esse foi nosso primeiro destino do roteiro.

O mercado de BH é algo imperdível para quem visita a cidade. O local é amplo, bem estruturado e nele você encontra as mais diversas coisas. Artesanato, artigos de decoração, utensílios para o lar, lembrancinhas e muita, muita comida!

Queijos de toda qualidade, tamanho e formatos. Especiarias. Muito doce, são baldes de doces por toda parte. As maravilhosas cachaças mineiras e até pururuca lisa, isso mesmo, a pururuca vem lisinha, na espessura de um papel e ao fritar ela cresce. E não é só isso que achamos inusitado por lá, já provaram gelatina de cachaça? Pois é, você também vai encontrar aos montes no mercado.

Outro grande atrativo do mercado central são os bares localizados lá, por isso vá com calma, sem pressa para sair. Escolha um boteco e aprecia a culinária mineira. Nós escolhemos o famoso Bar da Lora onde seu principal prato é o fígado com jiló, prato esse que já foi premiado diversas vezes com o primeiro lugar no Comida de Boteco, famoso festival gastronômico de Minas. Posso garantir que o prêmio não é em vão, só de lembrar do sabor dá água na boca, além disso o atendimento é sensacional e a própria Lora faz questão de recepcionar os clientes. Imperdível!

Acima o premiado prato fígado com jiló e a famosa Lora nos atendendo com muita simpatia.

A única coisa no mercado que não consegui achar legal, foi a venda de animais de estimação, essa parte não consigo sequer passar perto devido as más condições que os animais se encontram. Desnecessário e criminosa essa exploração que persiste em vários mercados no Brasil.

Continuando…

De barriga cheia e com algumas comprinhas continuamos a passear por BH. Lembrando que fomos de táxi para o mercado e de lá seguimos a pé para a próxima parada, a Savassi, um bairro que reúne diversos atrativos culturais, lojas e diversas opções de barzinhos.

Conhecemos a Praça da Liberdade, uma das mais importantes da cidade, seu paisagismo encanta e convida a uma bela caminhada enquanto aprecia os prédios históricos que fazem parte do Circuito Cultural Praça da Liberdade. São museus, memoriais, centros culturais, bibliotecas, onde na maioria deles a visitação é gratuita

Nós visitamos o Museu das Minas e dos Metais, um museu de ciência e tecnologia que apresenta de forma lúdica e interativa a história da mineração e da metalurgia. Lá é possível ver a Drusa de Quartzo, a maior e mais pesada amostra do acervo, além disso há exposições e uma cafeteria para aquela pausa necessária.

Depois de muita caminhada, paradas em sorveteria e lojas, nossos companheiros de viagem, Andréa e Luca foram visitar uns parentes e então resolvemos parar e curtir um dos badalados barzinhos da Savassi, escolhemos um com uma pegada mística, que misturava elementos asiáticos assim como sua culinária.

Nos encontramos novamente com nossos amigos no Shopping Pátio Savassi, jantamos no OutBack e em seguida seguimos para o hotel.

Terceiro dia

Último dia completo em Belo Horizonte e seria um dia cheio. Dessa vez no nosso próprio carro fomos até a Lagoa da Pampulha, declarado pela UNESCO como Patrimônio Cultural da Humanidade, o Conjunto Arquitetônico da Pampulha é a grande atração de Belo Horizonte , um verdadeiro cartão postal da cidade. Um local bastante calmo, perfeito para uma boa caminhada admirando o som dos pássaros.

Estando na lagoa não deixe de visitar a Igreja São Francisco de Assis, um projeto arquitetônico de Oscar Niemeyer que devido a suas formas modernas e ousadas foi por muito tempo proibida de realizar cultos, além disso o painel de Portinari localizado atrás do altar onde se vê um cachorro junto à São Francisco de Assis não agradava a comunidade eclesiástica, com tudo isso a igreja passou 14 anos servindo apenas como galpão. Hoje ela realiza cultos e é aberta a visitação, a entrada custou apenas 6 reais.

Ainda no entorno da Pampulha fica localizado o Estádio Governador Magalhães Pinto, o Mineirão. Infelizmente devido a pandemia estava fechado para visitação interna, ficamos só com o gostinho ao visitá-lo por fora. Como não rolou essa visita decidimos voltar ao hotel e descansar um pouco.

Já descansados e prontos novamente para turistar seguimos (dessa vez de táxi) para o Mercado do Cruzeiro, como o nome já diz o mercado fica localizado no bairro Cruzeiro e é bem menos do que o Mercado Central mas nem por isso deixa de ser um lugar importante a se conhecer. lá você vai encontrar hortifrutigranjeiros, carnes, vinhos, especiarias e utilidades domésticas e tudo um preço mais atrativo do que no Mercado Central. Mas o que realmente é imperdível por lá é almoçar na Tasca do Miguel, um restaurante tipicamente português com pratos prá lá de deliciosos.

Depois desse almoço dos deuses pegamos um táxi para o Parque Municipal das Mangabeiras, importante dizer que o acesso ao parque é gratuito, porém precisa agendar sua visita com antecedência .

O parque é um lugar para descanso, lazer e esportes, é incrível a paz que se sente lá, a diversidade da fauna e da flora é o principal atrativo, os quatis estão por toda parte e funcionários do parque nos contaram que frequentemente eles roubam comida dos visitantes rsrsrs.

Dentro do parque você pode pegar uma espécie de ônibus e conhecer o Mirante da Mata, onde é possível apreciar grande porção da vegetação do parque e ainda visualizar parte da cidade de Belo Horizonte. Lindíssimo! Mas fique atento, como o acesso ao mirante é distante da área administrativa, só o possível pegar o transporte para lá até as 16:00 horas. Nós quase perdemos mas que bom que deu tempo pois a vista lá de cima é espetacular.

Para economizar, ao sair do Parque das Mangabeiras, resolvemos pegar um ônibus que no começo foi bem tranquilo mas ao se aproximar mais do centro da cidade foi ficando lotado, em plena pandemia kkkk o desespero tomou da conta da gente e acabamos descendo no centro, o que foi ótimo porque achei uma lojinha onde comprei várias blusinhas e ainda demos de cara com o Palácio das Artes.

O Palácio das Artes reúne diversos espaços culturais como teatro, cinemas, galerias de arte e muito mais. Nele há exposições pagas e gratuitas, fomos apenas em uma gratuita até porque já era tarde e tínhamos compromisso a noite. Mas recomendo ir com calma e conhecer a grandiosidade do local.

A noite fomos jantar na casa do primo da nossa companheira Andrea e fomos recebidos com a simpatia e a a deliciosa comida mineira. E assim, com uma noite pra lá de agradável, encerramos nossa visita a Belo Horizonte, no outro dia cedinho pegamos a estrada.

Saindo de Belo Horizonte

No dia seguinte pegamos a estrada rumo a Tiradentes, no caminho uma visitinha rápida a Congonhas para ver as obras de Aleijadinho. Em nossa breve passagem conhecemos o Santuário do Senhor Bom Jesus de Matosinhos, declarado pela UNESCO como Patrimônio Cultural da Humanidade e em frente ao santuário conhecemos os Passos da Paixão de Cristo, distribuídos em seis capelas, que abrigam as 66 peças esculpidas em cedro por Aleijadinho. Mas há muito mais da obra de Aleijadinho para conhecer na cidade. Vale a parada e se tiver tempo até mesmo a estadia.

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