O que fazer em Ouro Preto

Continuando nossa aventura saímos de Vitória da Conquista de madrugada e acreditem se quiser os termômetros marcavam 11 graus, congelante! Na nossa primeira parada, para tomar café da manhã, não estava muito diferente, 13 graus de temperatura em Divisa Alegre, cidade que faz divisa entre Bahia e Minas Gerais. Tomamos café numa padaria simples à beira da estrada e aproveitamos para comprar queijos nas barraquinhas que ficam ali perto. Nessas barracas é possível encontrar bastante coisa da culinária mineira, além de artesanato e as mais diversas cachaças.

Após quase morrermos de frio em Divisa Alegre, pois não estávamos esperando e nem preparados para isso, seguimos viagem e nossa próxima parada foi em Governador Valadares, onde almoçamos e eu provei o tão falado café com rapadura, confesso que achei muito doce mas é saboroso.

Primeiro dia em Ouro Preto

Chegamos em Ouro Preto já no início da noite e fomos direto conhecer nossa casa, sim nos hospedamos em uma casa com dois quartos, 1 banheiro, cozinha toda equipada, máquina de lavar e ainda duas camas extras. É uma ótima opção para economizar, especialmente com comida já que é possível cozinhar lá mesmo. Pela manhã a anfitriã trazia nosso café com pães, queijos, presunto e uma garrafa de café. A casa é simples mas uma excelente escolha, o valor de três diárias para quatro pessoas foi de R$ 766,70.

Fomos então jantar na República Cervejeira, a primeira Tap House da cidade, ou seja, um local que possui várias torneiras de chopp artesanal. A fachada é uma portinha estreita mas ao entrar o bar se mostra grande e com um ambiente bem bonito. Pedimos hambúrgueres, drinks e chopp. No geral estava bom, o preço um pouco salgado. Foi bom para conhecer mas não é indispensável em sua ida a Ouro Preto.

Segundo dia em Ouro Preto

Segundo dia em Ouro Preto e finalmente fomos conhecer todos os encantos da cidade. Na noite passada reservamos um passeio de jardineira, os guias ficam na praça Tirantes lhe oferecendo os mais diversos passeios. Escolhemos o da jardineira pois ela passa em diversos pontos importantes da cidade. E fica a dica, não deixe de contratar esse serviço, pois é impossível conhecer a cidade a pé devido as inúmeras ladeiras, até mesmo de carro é complicado pois há algumas ruas bem estreitas e só quem conhece a região vai conseguir se locomover bem. Tem coisas que valem muito o investimento e essa é uma. Negocie o preço com o guia, dê aquela famosa choradinha. No nosso caso saiu no valor de 150 reais o casal, mas valeu muito a pena.

O local de encontro da jardineira é em frente a Feirinha de Pedra Sabão, próximo a igreja de São Francisco de Assis. Aproveitamos e já conhecemos a igreja que é uma das principais obras de Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho. A Igreja conta também com trabalhos de Mestre Ataíde, a exemplo do maravilhoso teto. Em seu interior é possível encontrar várias obras expostas de Aleijadinho. A igreja é um dos principais pontos turístico da cidade, não deixe de visitar. A entrada custou 10 reais inteira e 5 meia.

Quanto a feirinha de pedra sabão, demos uma olhada rápida mas não chegamos a comprar nada naquele momento pois ainda íamos fazer o passeio, para não precisar segurar compras. Já vou adiantando que no passeio há uma parada em uma loja de pedra sabão mas os preços na feirinha são um pouco melhores.

Enfim nosso automóvel (jardineira) chegou e seguimos o passeio pelas ruas de Ouro Preto. No caminho o guia vai nos mostrando diversos pontos importantes e históricos da cidade. A primeira parada foi na Igreja Matriz de Santa Efigênia  também chamada de Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, onde apenas escravos a frequentava. A história conta que a igreja foi construída pelo escravo alforriado Chico Rei e o que mais chama atenção em seu interior é ver como imagens e símbolos católicos se misturam com artigos da religiosidade africana. Infelizmente não é permitido fotos ou vídeos no interior da igreja. O ingresso custou apenas 5 reais e além de conhecer a igreja ainda é possível apreciar a bela vista do mirante ao lado.

A próxima parada da jardineira foi para conhecermos uma mina. Elas são bem comuns aqui e o próprio nome da cidade vem da grande quantidade de ouro preto que era encontrado nessas minas. Já dentro da mina o guia conta toda a história de como esta funcionava e como os escravos trabalhavam, inclusive várias expressões da nossa linguagem vieram das minas, expressões estas que remetem a escravidão e que não devem ser usadas.

A mina é super estreita e pode não ser indicado para pessoas que tem fobia a lugares fechados. Realmente dá para se ter uma remota, mas muito remota ideia do que os escravos passavam ao trabalhar num local como esse. O passeio custou 50 reais inteira e 25 meia. A dica é: não faça como eu, não vá usando roupa branca porque a probabilidade de sair sujo é enorme!

Saindo da mina seguimos para a loja de artesanato pedra sabão que citei anteriormente, a Imperial Gemas e Artesanato em Geral. É de fato uma tentação para o turista, são panelas, canecas, santinhos, decoração, uma infinidade de coisas em pedra sabão. Dá vontade de levar muita coisa, mas além do custo tem também a questão do peso e do transporte, a pedra sabão é pesada e frágil se não for transportada de forma segura. Como estávamos de carro acabamos comprando umas coisinhas, inclusive panelas.

Nossa última parada foi na Igreja Matriz de Nossa Senhora do Pilar, considerada a mais rica da cidade e umas das mais ricas do país. Seus revestimentos dos altares e imagens esculpidos em ouro é um reflexo da abundância do metal que marcou a história da cidade. A taxa cobrada para conhecer a igreja é de 10 reais inteira e 5 meia.

Após essa última parada a jardineira te leva para um dos restaurantes da cidade, mas não é obrigatório almoçar lá, nós optamos por economizar e comer em casa, até porque tínhamos um cheff viajando conosco rsrsr. Mas antes de irmos para casa pedimos para o motorista nos deixar na praça Tiradentes, local importante e central da cidade. Aproveite para tirar muitas fotos.

A noite fomos jantar no restaurante O Passo Pizza Jazz, gente é sério, não deixem de ir! O local é lindo, ambiente agradável, ótimo atendimento e a comida maravilhosa, tudo isso a um preço muito justo.

Terceiro dia em Ouro Preto

Inicialmente nosso objetivo era passar três dias na cidade, mas conseguimos visitar todos os pontos que consideramos mais importantes nesse dois dias, então tomamos café e partimos, mas antes demos uma passada para tirar foto em frente a Igreja de Nossa Senhora das Mercês e Misericórdia, popularmente conhecida como Igreja das Mercês de Cima. Infelizmente estava fechada para visitação no dia que fomos, mas é uma das igrejas mais importantes da cidade. A noite ele vira um tipo de ponto de encontro, muita gente se concentra em frente a igreja para conversar pois é lá também, do alto, que se tem uma vista espetacular de uma parte de Ouro Preto. Os muros do mirante da igreja irão render lindas fotos. Após apreciarmos a vista e fazer algumas fotos seguimos pela estrada com destino a Belo Horizonte.

Visita a Cidade Mariana

Uma das belezas de viajar de carro é poder colocar outros lugares na rota, foi o caso da cidade de Mariana. Mesmo sendo uma passagem rápida, sem diárias, foi tempo suficiente para ficarmos encantados com a cidade.

Para começar demos uma voltinha pela Praça Gomes Freire, que mais parece cenário daquelas novelas de época. A praça é arrodeada de casarões coloniais e traz uma paz imensa a quem a visita.

Seguimos para o centro histórico onde as principais atrações são as duas igrejas da Praça de Minas Gerais, a Igreja de São Francisco e ao lado dela, a Igreja de Nossa Senhora do Carmo. As duas estavam fechadas para visitação mas rendeu lindas fotos de sua fachada.

Pegamos o carro e seguimos para o alto, literalmente. Outro ponto importante de Mariana é Igreja de São Pedro dos Clérigos. Ela fica bem no alto da cidade e de lá é possível ter uma visão privilegiada de Mariana, além de ver a beleza da arquitetura da igreja.

Mariana é sem dúvida um lugar para passar ao menos um dia todo e apreciar sua história e arquitetura. Mas como nossa rota estava traçada seguimos para Belo Horizonte…

Bônus: O que usar em Ouro Preto

Essa dica bônus vai especialmente para as mulheres. Meninas nada de salto ou até mesmo rasteirinhas em Ouro Preto. Tem muita ladeira, mas muita mesmo. O calçado de usar é o tênis. Salto é impossível e até mesmo sandalinhas ou sapatilhas podem ser desconfortáveis e de repente até podem ocasionar acidentes. Você não vai querer levar um tombo e sair descendo ladeira abaixo não é mesmo?

Quanto as roupas, nós fomos em setembro e estava muito quente, procure roupas confortáveis e fresquinhas para fazer os pedidos, e se for visitar as minas descartem roupas brancas. A noite o tempo fica agradável mas não chega a fazer frio. Verifique sempre como estará o clima na época em que for visitar Ouro Preto.

2 comentários em “O que fazer em Ouro Preto”

  1. Andrea e Luca

    Revisitamos Ouro Preto lendo seu relato, Shirley! 🤩🤩
    Tudo perfeito, a começar dos companheiros de viagem!! Só queremos mais viagens com vcs, para nos divertirmos bastante e guardarmos boas memórias junto a lugares e amigos tão queridos!🌹

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