Pequim

Roteiro de 3 dias em Pequim – O que fazer?

1º Dia – Chegada em Pequim / Visita ao Templo do Céu

Saímos cedinho do nosso hotel em Shanghai, nesse dia pedimos um táxi porque o trem para Pequim saia às 7 horas, então não arriscamos o metrô. E lá fomos nós, conhecer o famoso trem bala. Assim que chegamos na estação fomos conferir o local de embarque, em Shanghai tudo é muito bem sinalizado, então foi muito fácil se localizar. Fizemos um breve lanche por lá mesmo e aguardamos ansiosos o momento de entrar no trem.

Quando é chegado o horário de embarcar, vão sendo formadas as filas, no nosso caso fomos para um fila específica de turista, é tudo bem rápido e simples, funcionários nos orientam o tempo todo. Já devidamente nos nossos assentos, partimos com destino a Pequim, o trem é incrível, super confortável, há lugares para colocar malas e pendurar bolsas, casacos.  

Durante a viagem funcionários do trem passam oferecendo lanches e bebidas, mas optamos por não ter esse gasto. Já chegando em Pequim, mesmo o ambiente dentro do trem sendo climatizado, foi possível sentir a queda na temperatura, ao olhar pelo janela, muita neve. Estávamos radiantes, era tudo perfeito.

Mais uma vez optamos por pegar um táxi até o hotel 161 Temple, chegando lá duas moças muito prestativas nos atenderam, elas ficam se revezando na recepção, e vez ou outra tem um rapaz também.

O hotel tem uma atmosfera descolada, paredes decoradas com quadros, bichinhos de pelúcia, bilhetes dos hóspedes, prateleiras repletas de livros, sofás para se tomar um chá ou ler um livro, tudo muito interessante.

Tomamos um susto no início porque por fora ele parece ser bem pequeno, mas os quartos tem um bom tamanho para um casal, são aconchegantes, tudo muito bem decorado de acordo com a cultura chinesa. Gostamos do hotel mas com algumas ressalvas que explicarei ao final do post.

Pequim é bem menos sinalizada do que Shanghai, outra característica marcante são as motocicletas na rua, embora Shanghai também tivesse, em Pequim é um pouco pior, é como se não houvesse calçada ou sinalização para eles, então fique ligado nas buzinas.

Pelas ruas, a neve da noite anterior, pessoas passeando com seus cãezinhos, muitas lojas e muito frio! Sim o inverno lá é bem rigoroso, então, se for nessa época, vá preparado. Para ter ideia do frio, os restaurantes lá não colocam a cerveja em nenhum refrigerador, simplesmente sai da caixa direto para seu copo, geladinha.

E foi em um desses restaurantes que paramos para almoçar. A comunicação lá é um pouco pior que em Shanghai, mas mímica é tudo, use e abuse, vai dar certo. Pedimos um prato que vinha numa espécie de chapa, tinha frango, legumes e um arroz de acompanhamento, optamos pelo apimentado, mas ai vai uma dica, se você não gosta ou não tem costume de comer pimenta evite esse tipo de prato lá, eles usam muita pimenta, muita mesmo!

É costume na China oferecer água nos restaurantes, sempre gratuitamente, o problema é que por ser inverno essa água é oferecida quente, então relaxe e espere esfriar rs.

Após almoçarmos, fomos de metrô conhecer o Templo do Céu, como já era um pouco tarde o templo já estava fechado, de forma que só pudemos conhecer os jardins.

O local é lindo e parecia ser ainda mais incrível com toda aquela neve, você pode até aproveitar e fazer um boneco, é bem comum encontrá-los por lá. Mesmo do jardim é possível ver o Templo, que é considerado Patrimônio Mundial da Humanidade pela Unesco, sem dúvida merece uma visita completa caso você tenha tempo. Mesmo o passeio sendo apenas pelo jardim é preciso pagar pelo ingresso, mas com um custo menor no total de 20 RMB o casal. 

Após o passeio, saímos, pegamos novamente o metrô em direção ao hotel, tem estação pertinho dele, no caminho paramos numa padaria muito bonitinha, a 85°C Bakery Café, cheia de coisas que pareciam deliciosas, e de fato eram, tanto que se tornou nosso local de café da manhã durante a viagem a Pequim, já que o hotel não oferece refeições. Compramos um lanchinho e de lá seguimos caminhando para o hotel. 

Nesse dia gastamos: 

Lanche na estação em Shanghai: 30 RMB 
Táxi: Total de 55 RMB 
Almoço: 162 RMB 
Ingresso Templo do Céu: 20 RMB 
Jantar: 27 RMB

2º Dia – Muralha da China / Lama Temple

Assim que chegamos em Pequim, nos informamos sobre o passeio para conhecer A Muralha da China, muitos hotéis oferecem esse serviço ou até mesmo tem agências parceiras para isso, foi o caso do nosso. Combinamos tudo com a gerente do hotel, a empresa Happy Dragon Tour foi a responsável pelo passeio, e pontualmente o ônibus chegou para nos levar. Durante todo o trajeto um guia vai contando a história da Muralha.

Chegamos a uma espécie de vilarejo, onde o ônibus faz uma pequena parada, por lá, bastante artesanato, lembrancinhas e roupas de frio, já é possível avistar a Muralha e se maravilhar com a paisagem.

Seguimos no ônibus para um local mais alto e mais próximo a Muralha, lá o guia dá explicações sobre como dever ser o passeio. O almoço está incluso no ingresso, então nosso ponto de encontro é o restaurante indicado pelo guia. Daí ele nos informou algo que nos pegou de surpresa, para de fato subir na Muralha você pode ir de bondinho e pagar 120 RMB por pessoa, ou subir uma escadaria enorme e ir gratuitamente.

De onde estávamos até chegar a essas duas opções já é uma subida de deixar qualquer um exausto, então optamos por pagar o bondinho, rapidinho ele chega a seu destino. Chegando lá, todo o esforço da subida e o dinheiro gasto fora do planejamento valeram a pena, que lugar incrível! A neve nas montanhas a torna ainda mais linda, não é de se espantar que seja uma das sete maravilhas do mundo moderno.

Sua grandiosidade e imponência nos deixam maravilhados, são mais de 21 mil quilômetros de extensão. Ainda no ônibus fomos orientados a não querer fazer o passeio por toda muralha, pois seria impossível. Você escolhe se anda para a direita ou para a esquerda. Como chegamos bem cedo estava bem tranquilo, praticamente vazio, mas costuma sempre ficar lotado de turistas.

Ao longo da Muralha tem várias torres que serviam de abrigo e esconderijo para os guardas, para quem não sabe ela foi construída para proteger a China de possíveis ataques inimigos. Em sua entrada tem lanchonete, banheiros e loja de lembrancinhas, a dica é deixar pra comprar qualquer coisa no local que está seu ônibus, é praticamente metade do preço do que é encontrado lá em cima.

Então depois de tirarmos muitas fotos e de caminhar um pouco pela muralha pegamos o bondinho de volta para não perder o horário do almoço.  

Já no restaurante uma pessoa nos acomoda em uma mesa reservada para agência de turismo, se você estiver em casal ou com poucas pessoas é provável que você se sente com outros turistas, o que rende boas conversas se entrar num consenso de idiomas. O almoço é muito bem servido, mas as bebidas não estão inclusas. 

Após o almoço é hora de voltar ao hotel, como iríamos conhecer o Lama Temple, pedimos ao motorista para nos deixar o mais próximo possível. O templo fica próximo ao hotel, então achamos interessante acrescentar esse passeio por se tratar do mais importante templo budista tibetano fora do Tibete. 

Nele vários pavilhões com telhados dourados, muitos fiéis ascendendo incensos. Cada pessoa acende três pauzinhos de incenso e fazem suas preces, não sabemos bem como funciona mas também fizemos de acordo com nossa fé. O que mais impressiona nesse templo é uma grandiosa estátua de Maitreya, um Buda esculpido de um único bloco de madeira de sândalo branco que mede 26 metros de altura. Realmente um passeio que vale muito a pena conferir. 

A noite fomos jantar o tão comentado pato de Pequim, é possível ver essa iguaria estampada em vários restaurantes da cidade, optamos por um local próximo ao hotel.

Chegando lá, mais uma vez usamos a mímica e apontamos o pato no cardápio, eles então trazem os acompanhamentos e em seguida um chefe vem à sua mesa trazendo o pato inteiro em um carrinho. Ele começa a cortar pequenos pedações da carne e coloca no seu prato, vale a pena observar a prática que eles tem, rapidamente ele corta 100 pedaços finos ao mesmo tempo, e explica como fazer a combinação com cada acompanhamento.

O restante do pato é colocado em uma sacola plástica para você levar e comer quando quiser. É muito saboroso, além de toda tradição e, pode-se dizer, arte em comer esse prato.  

Na volta ao hotel compramos pães e cervejas para terminarmos o pato. 

Nesse dia gastamos: 

Café da manhã: 20 RMB 
Muralha da China: 600 RMB 
Bondinho da Muralha: 240 RMB 
Imã de geladeira da Muralha: 15 RMB 
Lanche: 59 RMB 
Lama Temple: 50 RMB 
Jantar – Pato de Pequim: 140 RMB 
3 Cervejas: 60 RMB 
Pães: 18 RMB 

3º Dia – Último dia em Pequim / Cidade Proibida / Praça da Paz Celestial

Começamos o dia indo a nossa padaria favorita para tomarmos café da manhã, em seguida pegamos o metrô para a Cidade Proibida, a estação destino fica praticamente já na entrada do local.

Ao subir a escadaria não se assuste com o tamanho da fila, lá tudo é muito dinâmico e rápido, e após passar pelo raio x e demais sistemas de segurança, você tem acesso a área externa da Cidade Proibida, aproveite para tirar fotos na entrada, pois é um dos principais e mais importantes pontos turísticos da China.

A Cidade Proibida possui esse nome pois por mais de 500 anos era reservada apenas para a corte e seus súditos, 24 imperadores a governaram. Ao comprar o ingresso você também tem a opção de adquirir um áudio guia com a opção em português, ele custa 40 RMB, optamos por alugar apenas um aparelho, um ia usando e resumindo a história para o outro.

A medida que você vai caminhando e entrando nos pavilhões, o áudio guia vai explicando tudo sobre aquele ponto que você se encontra, não se assuste se ele parar de falar, as vezes a história acaba antes de você terminar a visita ao local, nesse caso, o guia fica em silêncio, mas quando você continuar a caminhada que ele reconhecer um outro local, ele vai começar a falar novamente.

A Cidade Proibida é gigante, portanto, reserve um bom tempo para visitá-la, cada escadaria leva a um edifício, cada um com uma importância e história diferente, na frente de cada um deles dois leões chineses parecem proteger o local, bem como os guardiões do telhado, não deixe de observá-los.

Alguns pavilhões precisam de ingresso a parte para visitar, como tudo para gente era novidade optamos por continuar seguindo pelos pontos já inclusos. Depois de muita caminhada e muitas fotos chegamos ao Jardim Imperial, último ponto da visita.

Pegamos a saída do jardim e, já fora da Cidade Proibida, fomos caminhando para o Wang Fun Jing, um centro comercial de Pequim, queríamos conhecer e quem sabe degustar aquelas comidas esquisitas da qual tanto ouvíamos falar.

Infelizmente, pelo que ficamos sabendo, a prefeitura local ordenou que fossem fechadas todas as barraquinhas de comida, não sabemos ao certo o motivo, então como só havia lojas comuns, voltamos em direção a Cidade Proibida, e no caminho paramos para almoçar em um restaurante.

É importante falar que nesse ponto de Pequim, por se tratar de um local muito turístico, muitas pessoas lhe abordam para oferecer outros passeios, chega a ser um pouco chato, mas é só fingir que não fala língua nenhuma e sair. Outra observação a ser feita é sobre os banheiros públicos, pela primeira vez na viagem precisei usar um daqueles que é um buraco no chão, a maioria tem opções com sanitários normais, mas não foi o caso desse, mas estava super limpo, não foi algo que incomodou.

Entramos novamente pela Cidade Proibida a fim de irmos para a Praça da Paz Celestial, que fica em frente à entrada da Cidade Proibida, o problema é que não sabíamos que chegando lá na entrada não iria poder sair rsrs, ou seja, fomos cortar caminho e acabamos andando bem mais, já que tivemos que voltar para a saída do jardim novamente.

Feito isso, chegamos a Praça da Paz Celestial, marcada pelo massacre de 1989, onde milhares de manifestantes que exigiam reformas democráticas e o fim da corrupção, foram mortos por militares. É de lá a famosa foto de um homem que se colocou em frente de um tanque de guerra na tentativa de barrar o massacre.  

Após a visita seguimos de volta para o hotel, lá perto comemos algumas comidinhas de rua, destaque para a lula no espeto, sem dúvida uma das coisas mais gostosas que comemos na viagem. Passamos novamente pela 85°C Bakery Café e compramos uns doces e alguma coisa para jantar.

Chegando ao hotel fomos encerrar a conta, ai veio uma desagradável surpresa. No primeiro dia de hospedagem a moça da recepção nos ofereceu café, parecia uma cortesia do hotel, então sempre comprávamos lanche na padaria e tomávamos o café no hotel, mas na hora de fechar a conta nos foi cobrado todas as xícaras de café que tomamos. Achamos que agiram de má fé, em momento algum foi falado que era pago, enfim, mesmo nos estressando um pouco pagamos. Não dá para dizer que o hotel não vale a pena apenas por esse ocorrido, mas podiam ter explicado como funcionava. 

Nesse dia gastamos:  

Café da manhã: 59 RMB 
Cidade Proibida: 80 RMB 
Áudio Guia: 40 RMB 
Almoço: 50 RMB 
Comidas de rua: 16 RMB 
Doces e jantar: 50 RMB 
Gastos no hotel (duas cervejas, alguns cafés): 240 RMB


E foi assim nossa passagem na capital chinesa, Pequim nos transmitiu a verdadeira essência da China, por toda sua história política, seus tantos monumentos históricos e seu povo agitado e acolhedor.

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