Quioto

Roteiro de 3 dias em Quioto – O que fazer?

1º Dia em Quioto / Nishiki Market / Templo Ginkaku-ji

Dia de se despedir da primeira parte do roteiro em Tóquio e partir para Quioto, mais uma vez usando o Shinkansen (trem bala) como meio de locomoção.

Chegando em Quioto logo se percebe que é uma cidade bem mais tranquila que a agitada Tóquio, suas ruas são mais desertas e as pessoas parecem andar com mais calma e menos apressadas. Nos hospedamos no hotel The B Kyoto Shijo, excelente, agora se chama The OneFive Kyoto Shijo! Um dos melhores dessa viagem, além de ser localizado próximo à estação de metrô e a pontos de ônibus, o hotel oferece um ótimo serviço de atendimento ao cliente, o quarto era enorme e super confortável, na recepção sempre tem alguns ótimos cosméticos que você pode pegar gratuitamente, aproveitem!

Embora não seja tão perto, dá pra ir caminhando do hotel até o Nishiki Market, foi o que fizemos. O Mercado Nishiki é um local muito frequentado não só por turistas mas principalmente pela população local, que vai até lá em busca da grande variedade de produtos que tem no local. Utensílios de casa, lembrancinhas, artesanato, roupas e muita, muita comida, sabendo disso resolvemos não almoçar e só degustar das inúmeras comidinhas de rua que tem por lá, dá vontade de sair provando tudo, ainda mais que muitos vendedores oferecem seus produtos para degustação.

De tudo que provamos a única coisa que não gostamos foram os doces, nem de longe se parecem com os nossos, inclusive um dos mais populares por lá, o sorvete de matcha (chá verde) nos causou grandes expectativas, mas seria melhor ter investido em outra coisa, particularmente achamos bem ruim. Além disso tudo, o mercado ainda é lindo, reparem no seu teto de vidro colorido, na sua organização e limpeza. Estando em Quioto não deixem conhecer esse local.

De lá pegamos o ônibus para o Templo Ginkaku-ji ou Templo de Prata, este representa a cultura de encontrar beleza nas coisas simples, podemos dizer que é um local para contemplar a natureza, pois realmente contrasta bem com a maioria dos demais templos que possuem prédios enormes, cobertos com ouro. Destaque para os jardins de areia e seu cume de 2 metros de altura.

Perto do templo ainda é possível percorrer o “caminho do filósofo”, possui esse nome pois era rota diária de um antigo professor da Universidade de Quioto, que costumava fazer esse caminho meditando. Na época das cerejeiras as árvores formam um túnel deixando o caminho ainda mais bonito, como fomos no inverno, não tivemos essa oportunidade, mesmo assim é interessante fazer esse caminho e sentir a paz do local.

Já era noite quando voltamos para as proximidades do hotel e resolvemos que nosso jantar seria mais sofisticado, queríamos comer o famoso Wagyu Beff, a carne mais nobre do mundo.

No restaurante eles colocam uma chapa quente na sua mesa, ou no balcão, que foi nosso caso, como falei anteriormente espaço pra eles é tudo, uma mesa para quatro pessoas não será ocupada por um casal. O chefe de cozinha faz os cortes da carne e lhe ensina como preparar e deixar a seu gosto. Realmente é uma carne extremamente saborosa, derrete na boca como nenhuma outra. Vale a pena investir um pouco mais e degustar de algo tão raro.

Já voltando para o hotel descobrimos que ali perto tinha uma loja Pokémon Center, não dava pra não passar lá né? Uma infinidade de Pokémon e como o desenho bem dizia: “temos que pegar” hahaha.

Para terminar o dia passamos na 7Eleven e compramos nosso café do dia seguinte.

Nesse dia gastamos:

Café na estação do Shinkansen: 960 Y
Comidas no Nishiki Market: 2000 Y
Lembrancinhas: 2000 Y
Templo Ginkaku –ji: 1000 Y
Jantar: 5544 Y
Pelúcias Pokémon: 2100
7Eleven: 1250 Y

2º Dia – Fushimi Inari / Parque Maruyama / Templo Chion-in

Quando se pensa em Japão logo vem à cabeça a imagem daqueles Toriis, aquelas estruturas de madeira que mais parecem uma portão aberto, e foi essa nossa principal atração deste dia, conhecer os famosos Toriis vermelhos, o Santuário Fushimi Inari, dedicado ao Deus do arroz ou da colheita, Inari.

Os Toriis vermelhos representam a fronteira entre o mundano e o sagrado, por todo o trajeto é possível ver pequenos templos onde os fiéis fazem seus rituais e orações, e em cada um desses templos diversas estátuas de raposas, consideradas mensageiras dos deuses e guardiãs do templo. 

Para chegar ao seu topo é preciso percorrer um caminho de 4 km, em sua maioria composto por escadas e subidas bem íngrimes, levamos mais de 2 horas para concluir o trajeto, uma subida e tanto. Confesso que o topo não difere dos demais templos, mas vale o esforço, o ideal é que você faça paradas para recuperar o fôlego.

Durante todo o caminho há várias lojinhas e pequenos restaurantes, além de um mirante de onde é possível ter uma vista incrível da cidade de Quioto. Se achar que não consegue basta se espelhar nos muitos idosos que fazem o percurso e o fazem na maior tranquilidade, provavelmente já é uma espécie de ritual deles.

Duas dicas importantes, se gostou de algo que viu pelo caminho o ideal é adquirir ali mesmo, pois dificilmente você terá disposição de voltar e a outra dica é não se preocupar se não conseguir tirar uma boa foto logo no começo da caminhada, onde está uma maior aglomeração de visitantes, garanto que entre os 10.000 Toriis você vai conseguir uma brecha, á medida que você vai se afastando do início, os toriis vão ficando vazios e fácil de tirar foto. Ao final do trajeto aproveite para provar algumas das muitas comidinhas de rua que tem por lá, ou até mesmo almoçar como fizemos.

A tarde fomos ao Parque Maruyama, uma grande jardim que costuma ser mais visitado no outono, quando suas inúmeras cerejeiras florescem, como era inverno infelizmente não foi possível ver essa maravilha da natureza, de toda forma nosso maior objetivo da tarde era conhecer o templo budista que foi cenário do filme O Último Samurai, o Templo Chion-in.

Logo na entrada um impressionante portão de madeira, considerado o maior do gênero do Japão, com 24 metros de altura e 50 metros de cumprimento, passando esse portão e para nossa surpresa uma escadaria enorme, porque ainda não tínhamos subido escadas naquele dia rsrs. Lá dentro um local de paz e silêncio, realmente muito bonito.

Todos esses locais que visitamos neste dia tem entrada gratuita.

Já a noite estávamos exaustos e fomos ao hotel descansar um pouco, em seguida saímos em busca de algo que até então parecia uma coisa óbvia de se encontrar, sushi! Para nossa surpresa o sushi no Japão não é tão comum, não se encontra com facilidade e no dia a dia os japoneses não tem o costume de comê-lo, lá nos explicaram que eles saem para comer sushi em datas comemorativas ou até mesmo quando querem algo diferente.

Encontramos então a tão desejada iguaria num restaurante chamado Tomi Sushi, bem tradicional na cidade, é tipo um pequeno bar onde se come no balcão mesmo, o sushiman fica do outro lado preparando tudo com destreza, lá não existe hot ou maçaricado, é tudo cru mesmo. Eu simplesmente adorei, o arroz tem algum tipo de tempero que no Brasil não é utilizado, o que dá um sabor muito especial. Um costume bacana que observamos nesse restaurante e depois soubemos que é bem comum por lá, é o fato de o cliente pagar bebidas para o pessoal que prepara os pratos, ou até mesmo os donos do local. Diferente né?

Saindo de lá mais uma vez passamos na 7 Eleven e compramos nosso café da manhã.

Nesse dia gastamos:

Lembrancinha no Inari: 640 Y
Comidas de rua/almoço: 2000 Y
Sushi: 3050 Y
7 Eleven: 1650 Y

3º Dia – Último dia em Quioto / Kinkaku –ji / Floresta de Bambus / Kiyomezu – dera

Era nosso último dia na linda Quioto, portanto, tentamos aproveitar ao máximo o tempo que tínhamos por lá ainda. Tomamos café no quarto do hotel e logo cedinho partimos em direção ao Kinkaku –ji, ou Templo do Pavilhão Dourado, como o próprio nome já diz ele é praticamente todo coberto de folhas de ouro.

Quem o vê lindo assim nem imagina que durante uma guerra civil ele chegou a ser destruído várias vezes e mais tarde, em 1950 foi incendiado por um jovem monge. Hoje o Kinkaku-ji é considerado Patrimônio Mundial da Humanidade pela Unesco. O passeio é uma trilha por belos jardins até chegar a um lago onde fica o pavilhão, pelo caminho ainda é possível fazer alguns dos rituais locais, como tentar acertar um moeda num pote e ter seu desejo realizado, ter a experiência de conhecer uma casa de chá tradicional, ou até mesmo só aproveitar as lojinhas e o belo visual que o passeio proporciona.

Seguimos agora para o bairro Arashiyama, onde fica localizada a Floresta de Bambus, outro Patrimônio Mundial da Humanidade. A paisagem realmente impressiona, são milhares de bambus por uma caminho de mais de 500 metros. É possível fazer o passeio de bicicleta ou de riquixá, uma espécie de carroça puxada por jovens rapazes, é impressionante a velocidade que eles conduzem aquilo, mas nós optamos por fazer o percurso a pé.

Por lá também tem muitos templos, casas locais e muito artesanato feito de bambu. É importante falar que alguns locais da floresta são interditados para foto e passeio, mesmo assim vimos algumas pessoas desobedecendo esse bloqueio. Algo de extremo mal gosto ao nosso ver. O passeio pela floresta é gratuito, sendo preciso pagar entrada apenas se quiser entrar nos templos, optamos por conhecer apenas os bambus.

Já passava do horário de almoço quando voltamos para a estação de metrô, almoçamos por lá mesmo e como já estávamos exaustos quase desistimos do último passeio, o que teria sido um erro grave, pois além de ser um dos mais importantes templos de Quioto, o Kiyomezu – dera (Templo das águas puras) é também um dos mais impressionantes.

Fundado em 798, em toda sua estrutura não há um único prego utilizado, é todo construído com vigas. Infelizmente o salão principal estava em obras quando fomos, mesmo assim há vários outros templos no local, há também três cascatas que representam longevidade, realização no amor e progresso acadêmico, segundo ritual local se você tomar um gole dessas cascatas terá esses benefícios, mas não seja guloso, dois goles ou mais de cada cortam pela metade o desejo. Como na hora que fui tomar não sabia que eram coisas diferentes, acabei tomando água de apenas uma cascata, depois descobri que foi a da longevidade.

Como tinham muitos visitantes Luam não quis entrar na fila. Vale lembrar que o Kiyomezu- dera também é considerado Patrimônio Mundial da Humanidade e também Tesouro Nacional do Japão. É realmente imperdível.

De volta a estação de metrô de Quioto aproveitamos para conhecer algumas das coisas que a mesma oferece, em seu subsolo um grande mercado com a mais diversa culinária japonesa, já em outro andar uma grande variedade de lojas, roupas, cosméticos, brinquedos, quase um shopping. Eu aproveitei para provar um dos lanches favoritos dos japoneses, o onigiri, um bolinho de arroz que pode ter vários recheios, o meu foi de ovas de salmão, uma delícia! Se tiver um tempinho vale a pena explorar bem a estação.

Já na volta para o hotel novamente fomos a 7Eleven compramos nosso jantar e nosso café do dia seguinte.

Nesse dia gastamos:

Entrada Kinkaku-ji: 1000 Y
Entrada Kiyomezu-dera: 800 Y
Almoço na estação: 2200 Y
Compras na estação: 3540 Y
7 Eleven: 2680 Y

Quioto é uma cidade que merecia mais tempo de visita, sua calmaria, suas tradições, seu povo simpático e toda história cultural que carrega, é de deixar qualquer turista apaixonado e com vontade de voltar.

Para mais informações sobre nossa viagem pela Ásia e Japão, clique nos links.

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