Campos do Jordão

Roteiro de três dias em Campos do Jordão

Nosso roteiro de três dias em Campos do Jordão se deu pela conveniência de já estar em São Paulo que fica localizado a 180 km de Campos e aproveitar a oportunidade e subir a serra. O aluguel do carro foi pela Movida, através de uma promoção da Latam por ter comprado as passagens pela companhia, 3 diárias de um carro categoria compacto simples com km livre ficou em R$ 132,93. A Movida fica localizada no Aeroporto de Guarulhos. Seguindo pela Rodovia Presidente Dutra, são aproximadamente duas ou três horas até lá, a estrada é bem conservada mas possui algumas curvas sinuosas, portanto tome cuidado, vá devagar e aprecie as belas paisagens serranas.

Chegando a linda cidade de Campos do Jordão, que estava ainda mais deslumbrante por ser época de Natal, fomos logo para o hotel que tínhamos reservado (falarei dele adiante), mas só era possível fazer o check in às 15 horas, o que não foi nenhum problema para nós. Fomos então seguir nosso roteiro do primeiro dia.

Primeiro dia em Campos do Jordão – O que fazer?

– Country House – Como já passava da hora do almoço decidimos ir logo matar nossa fome, junto a isso a oportunidade de conhecer uma das melhores costelas no bafo do Brasil no restaurante Country House, parada obrigatória para quem está a caminho do Horto Florestal. Pedimos então a famosa costela, e realmente é maravilhosa, chega a derreter na boca, o prato é muito bem servido, tanto que sobrou e levamos o restante, o ambiente é lindíssimo, meio rústico, música ambiente de ótima qualidade e bom atendimento.

Parque Estadual de Campos do JordãoHorto Florestal – Ideal para quem quer fugir do ritmo da cidade e se conectar a natureza, são 8,3 mil hectares de área preservada com diversos tipos de árvores, flores, lagos e para os mais aventureiros várias trilhas. Infelizmente não estávamos confortáveis para tal tarefa, pois ainda não havíamos trocado de roupa por não ter feito o check in, eu estava com uma sandália rasteirinha, Luam com sapatênis e ambos de calça jeans, o ideal é ir com uma roupa mais leve e tênis para aproveitar bem as trilhas e caminhos. Mesmo assim deu pra conhecer bem e desfrutar desse local maravilhoso cercado de ar puro. Por Luam ser professor da rede federal de ensino, sua entrada e a minha (acompanhante) era gratuita, mas o ingresso é baratinho, R$ 13 reais por pessoa, lembrando que idoso e crianças até 13 anos também não pagam. O parque funciona das 9 horas da manhã até às 16 horas da tarde, diariamente, apenas na baixa temporada que fecha às quartas feiras.

– Morro do Elefante – Bastante visitado por proporcionar uma das vistas mais bonitas da região, do alto do Morro do Elefante é possível ter uma visão privilegiada de toda a Vila Capivari, além de outros pontos da cidade. É lá também que fica o teleférico onde você pode ser transportado até a vila, sinceramente não tivemos coragem de arriscar rsrsr. Já do lado oposto ao mirante fica o Museu do Elefante, com várias esculturas de elefantes e mamutes, é válido se já estiver no morro, e também por ser gratuito, mas se não tiver intenção de usar o teleférico ou conhecer o Morro do elefante acho que não vale o descolocamento.

– Vila Capivari – Após tudo isso fomos enfim fazer o check in, logo em seguida partimos em direção a Vila Capivari, centro turístico da cidade, ela não é tão grande mas é extremamente charmosa, cheia de bares, restaurantes, pequenos shoppings e várias lojinhas, além de uma arquitetura maravilhosa. Uma coisa bem comum por lá são as inúmeras lojas de chocolate artesanal, e é bem comum sempre ter alguém em frente a essas lojas de oferecendo chocolate para degustação, é gratuito, por isso cuidado para não exagerar rsrsr. Por lá também tem bastante artesanato local e artigos em couro, como agasalhos, bolsas e sapatos, vale a pena conferir pois muitas lojas oferecem grandes descontos e a qualidade das peças é ótima. É verdade que muitas coisas acabam sendo um pouco caras dentro da Vila Capivari, um guarda chuva, por exemplo, nos custou 40 reais, achamos surreal rsrsr. Já os restaurantes tem preços bem variados, mas no geral é um pouco acima do que estamos acostumados aqui no nordeste.

– Boteco do Vinho – Para fugir um pouco da badalada Vila Capivari e até buscar preços mais camaradas fomos para a entrada da cidade, no portal de Campos do Jordão, onde fica localizado o Boteco do Vinho, um senhor achado. O ambiente é lindo, super agradável, o atendimento foi dos melhores de nossa vida e a comida perfeita! Pedimos um queijo na pedra, ele vem acompanhado de um mix de geléias feitas no próprio boteco e pães. É simplesmente sensacional! O local também possui uma ótima variedade de vinhos. E para coroar ainda mais o jantar, como era natal, tivemos a grata surpresa de ver “de camarote” a chegada do Papai Noel. O preço pelo jantar e serviço é bem justo pela qualidade que é oferecida.

Saindo do Boteco do Vinho voltamos a Vila Capivari para dar mais um volta. Uma coisa bacana de lá é que tem vários quiosques com drinks diversos, que você pode comprar e sair saboreado enquanto passeia pela vila, também é comum ter pessoas te abordando para conhecer algum restaurante, foi nessa que conhecemos o Alameda Restaurante e Coquetelaria, como já havíamos jantado nem chegamos a pedir mesa, apenas pedi um drink no balcão mesmo, o bartender foi muito simpático e caprichou no álcool como pedi rsrs.

Vamos falar do hotel?

Já cansados voltamos ao hotel Serra da Estrela. É preciso falar da qualidade desse local. Primeiramente é importante saber que é um hotel vegano, com refeições veganas, confesso que ficamos com um pouco de medo de não gostarmos da comida, não tínhamos ideia de como seria um cardápio assim, e posso dizer que foi surpreendente, o café da manhã é extremamente farto, muitos pães, bolos, frutas, queijos, doces, tudo isso vegano, eu particularmente adorei o bacon vegano. Mas o hotel também serve comida não vegana, só é preciso solicitar. Nós não achamos necessário. Além do café da manhã o hotel ainda oferece um lanche no happy hour na piscina, tudo isso já incluso na diária. Falando na piscina, ela é coberta e aquecida, ideal no friozinho da cidade, os quartos são confortáveis e sempre após a limpeza é deixado algumas guloseimas sobre os travesseiros, o único problema dos quartos é que não possuem ar condicionado, mas isso é muito comum em Campos do Jordão por se tratar de uma cidade bem fria, realmente não chegamos a sentir calor. O hotel ainda tem Spa, academia e locais para crianças, verifiquem sempre se há taxa adicional para utilizar esses serviços. Ah e também é pet friendly, quem sabe um dia não levamos Loki. As reservas foram feitas pelo Hotel Urbano, valor total para três diárias foi de R$ 1384,74, apartamento standard plus, um ótimo custo benefício tendo em vista a alta qualidade do hotel e sua localização privilegiada, a poucos minutos da Vila Capivari.

Segundo dia em Campos do Jordão – O que fazer?

– Museu Felícia Leirner – Obras de arte ao ar livre, em meio a muita natureza, assim é o Museu Felícia Leirner. Felícia foi uma escultora polonesa que se mudou para o Brasil em 1927 e aqui viveu até o dia de sua morte em 1996. Todas as suas esculturas foram doadas por ela para o museu. Suas obras são esculpidas em bronze, cimento branco e granito, todas distribuídas no imenso jardim do espaço que divide com o Auditório Claudio Santoro, sede do Festival Internacional de Inverno. A sensação de estar em meio às suas obras é de total paz e calmaria, reserve ao menos uma boa parte da manhã para caminhar tranquilamente pelo museu. O local tem estacionamento e os ingressos custam apenas 10 reais, podendo ser gratuito para algumas profissões, para saber melhor quem tem direito a gratuidade clique aqui.

Boteco do Vinho – A experiência no dia anterior foi tão boa que voltamos para almoçar no Boteco do Vinho, e novamente foi uma ótima pedida.

Palácio Boa Vista – Também conhecido como Palácio do Governo, pois é a residência oficial de inverno do governador do Estado de São Paulo. A visita pode ser feita de quarta feira a domingo, das 10h às 12h e das 14h às 17h, a entrada é gratuita e acompanhada por um guia. Não acho que seja um tour indispensável, mas se tiver um tempinho sobrando é interessante ver a mobília, pratarias, esculturas e outros objetos datados do século 17 até o século 20.

Baden Baden Tour – Para quem aprecia uma cervejinha a visita a cervejaria Baden Baden é obrigatória. É importante saber que para fazer o tour é preciso agendar com antecedência, você pode agendar clicando aqui. Como a procura pelo tour é muito alta, eles recomendam chegar com pelo 15 minutos de antecedência para que não haja atrasos na fila, mas não se preocupe que é tudo muito organizado, o número de visitantes que entra por vez é limitado, de forma que não vai ter ninguém atrapalhando sua visita. Lá dentro você conhece todo o processo de fabricação, recebe dicas de degustação e harmonização e ainda experimenta os chopes Cristal e Bock. Antes de entrar eles lhe dão umas pulseiras que identificam se você está dirigindo ou não, caso esteja não poderá fazer a degustação, nesse caso eu não fiz a degustação mas no final foi até melhor porque ganhei um lindo kit Baden Baden contendo uma cerveja e um copo próprio para apreciá-la. O valor do ingresso para o tour é de R$ 30,00 por pessoa.

– Mosteiro de São João (Monjas Beneditinas) – Lugar repleto de paz, ideal para fazer orações e reflexões. O mosteiro fica em meio a um bosque e um maravilhoso jardim. Lá residem as Monjas Beneditinas, que são assim chamadas porque pertencem à mais antiga Ordem Religiosa do Ocidente, elas produzem vários tipos de artesanatos, além de pães, bolos e geléias, tudo isso pode ser adquirido na lojinha do mosteiro. A entrada no local é gratuita e todos podem participar das orações e celebrações, inclusive do Recital de Canto Gregoriano que acontece todas as tardes às 17:45hs, onde as Monjas Beneditinas se unem na Capela de São João Batista para cantar a palavra de Deus.

– Restaurante Saint Moritz – Depois de descansar um pouco no hotel saímos para jantar, e o friozinho pedia uma coisa que por Campos do Jordão há bastante, fundue. Fomos então no Restaurante Saint Moritz, local muito agradável, com uma vista muito bonita da cidade, bom atendimento e comida boa. Pedimos duas opções de fundue, o salgado, com carnes e aperitivos e o doce com frutas, os dois realmente deliciosos, mas confesso que foi gula do casal aqui porque é muita comida.

6 – Vila Capivari – Após o jantar fomos aproveitar a bela decoração de natal na Vila Capivari, além de dar várias voltas nela para tentar gastar as calorias do jantar.

Terceiro dia em Campos do Jordão – O que fazer?

Parque Amantikir – Considerado, e sem dúvida é, um dos melhores passeios em Campos do Jordão, o Parque Amantikir é um enorme jardim de contemplação, são 700 tipos de plantas distribuídas em 28 jardins que representam várias partes do mundo. Há ainda um labirinto bem bacana para se divertir enquanto se perde por ele, e também uma casa na árvore que pode ser visitada. O ingresso custa R$ 40,00 por pessoal, crianças até 5 anos e idosos com mais de 80 anos tem gratuidade, há ainda possibilidade de meia entrada de acordo com alguns requisitos, para saber mais sobre isso clique aqui. Se estiver indo de carro existem dois estacionamentos, um fica mais afastado do parque e chegando lá um transporte do Amatikir te leva até o local, já o outro estacionamento fica em frente aos jardins, então a dica aqui é chegar cedinho e aproveitar o estacionamento mais próximo, pois como costuma ficar bem cheio, na volta você pode encontrar grandes filas para os transportes do parque. Além disso chegando cedo o Amantikir estará mais vazio, e você poderá curtir ainda mais toda a natureza dali. Outra dica é levar sua própria garrafinha de água, em todo o parque há fontes cristalinas com águas puras que podem ser consumidas. O amantikir abre diariamente das 8:30 horas às 17 horas.

– Museu Casa da Xilogravura –  A arte das gravuras feitas por meio de impressão sobre o papel de uma matriz entalhada em madeira, é isso que o Museu Casa da Xilogravura trás com detalhes para seus visitantes, são diversas obras nacionais e internacionais, ao todo o museu tem 30 salas de visitação, onde podem ser vistos ateliê xilográfico, oficina tipográfica e biblioteca.  No jardim do museu existe um pequeno monumento que marca o local onde está enterrado Chiquinho, o cão que inspirou o logotipo da Editora Mantiqueira, que tem sua sede neste museu. Chiquinho foi um cãozinho que nasceu na vizinhança e foi adotado pelo fundador do museu, o professor e escritor Antônio F. Costella. A Casa da Xilogravura é aberta das 9 às 12 e das 14 às 17 horas, de quinta a segunda feira (fecha às terças e quartas). O ingresso custa R$ 10,00, idosos com mais de 60 anos, estudantes e professores pagam meia entrada e menores de 12 anos tem gratuidade.  

Passeio pela cidade – Saindo do museu fomos passear pela parte menos turística de Campos do Jordão, aproveitamos para tirar umas fotos na Praça da Bandeira, que fica próximo a entrada da cidade, e dar uma volta pelo comércio. Por ser um pouco mais afastado da badalada Vila Capivari, os preços nas lojas são bem mais convidativos, assim como dos restaurantes, almoçamos por lá num local pequeno, tipo lanchonete, nessa região tem muitos estabelecimentos assim e que servia prato feito, estava muito bom e custou cerca de 25 reais para os dois, uma baita economia se comparado aos restaurantes da vila.

– Restaurante La Gália – Após descansar um pouco a tarde no hotel saímos para jantar, como tínhamos economizado bem no almoço decidimos jantar num restaurante mais sofisticado, e como já tínhamos como indicação de amigos o Restaurante La Gália, ele foi o escolhido. Famoso por suas carnes exóticas, ele é considerado um dos melhores da cidade, e não é pra menos, o ambiente é bonito e acolhedor, a equipe muito atenciosa, além é claro dos maravilhosos pratos e carta de vinho, comemos um bem servido e delicioso, o preço é justo pela qualidade do local. O Restaurante La Gália fica localizado na Vila Capivari.

Depois do jantar fomos novamente passear pela vila e nos despedir dessa cidade encantadora. Campos do Jordão sem dúvida é um lugar que vale a pena a visita, o clima friozinho, a arquitetura, os maravilhosos passeios, tudo foi muito bom. Com certeza pretendemos voltar e se possível muito em breve!

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