Shanghai

Roteiro de 4 dias em Shanghai – O que fazer?

1º Dia – Chegada em Shanghai / People Square / Nanjing Road / The Bund

Chegamos ao aeroporto de Shanghai por volta de 8:30 da manhã, como tudo era muito novo pra gente, ficamos um pouco perdidos, mas não é preciso desespero pois é bem sinalizado e tem tudo em inglês. Demos de cara com máquinas ao invés de pessoas no setor da imigração, seu uso é bem simples pois é possível escolher o português como idioma, tudo é feito ali mesmo, muito prático.

Precisávamos decidir como iríamos ao hotel, como não conhecíamos ainda muito bem o sistema de transporte e estávamos com bagagens grandes,  decidimos ir de táxi ou coisa parecida, deu certo, fomos abordados por uma moça que falava inglês, ela era uma empresa de táxi que atuava dentro do aeroporto. Percebendo que estávamos perdidos, ela nos ofereceu transporte ao valor de 90 RMB por pessoa, o carro era grande e confortável, achamos que valeu a pena pois a vigem foi longa.

Ficamos no Hotel SSAW (o melhor hotel da viagem), eles permitiram nosso check-in antecipado, o que foi ótimo pois estávamos exaustos e loucos por um banho. O quarto é enorme e aconchegante. O hotel é muito bem localizado, a poucos metros da estação de metrô, e do YuYuan Garden. Outra vantagem do SSAW é que ele oferece um delicioso café da manhã, muito farto, e também um pequeno jantar que é servido a partir das 22 horas, isso nos fez economizar muito com comida, o hotel é simplesmente excelente, posso dizer que foi o melhor hotel de toda a viagem. 

Mesmo cansados, decidimos não perder tempo ficando no quarto, pois estávamos loucos para desbravar a China rsrs. Saímos em busca de almoço, fomos andando em direção a People Square (Praça do Povo), no caminho muitas barraquinhas de comida, a maioria delas com cartazes totalmente em chinês, mas não se preocupem, a foto dos pratos quase sempre está no cardápio, dá pra pedir tranquilamente.

Então encontramos um restaurante Coreano que tinha fotos mais detalhadas, uma grata surpresa, tudo delicioso, o desafio foi comer tudo de hashi , não é como comer sushi, é bem mais complexo, pra isso compramos um kit de talheres portáteis, mas esquecemos nesse dia. O rapaz que nos atendeu não falava inglês, na maioria dos locais lá eles não falam, mas se viram nos 30 para decifrar o que você quer e também para mostrar suas opções, não se preocupem com isso, você vai se divertir com os diálogos. 

Seguimos então para nossos passeios por alguns dos principais pontos turísticos da região.  

People Square é o centro administrativo de Shanghai, lá ficam localizados alguns dos principais museus da cidade, neles é preciso comprar ingresso para entrar, decidimos então apenas caminhar pela praça, admirando seus belos jardins e vendo como o povo se diverte brincando com os pombos que ficam por ali.  

Nanjing Road é uma rua comercial com as mais diversas lojas, como não tínhamos foco em compras ficamos apenas observando as vitrines grandiosas, o vai e vem de gente e aproveitando para tirar muitas fotos, pois o local é muito bonito, com seus letreiros e neons. Para não dizer que não compramos nada, compramos um copo do Starbucks, aqueles de colecionador.

Chegamos no The Bund, não pode ir a Shanghai e não ir ao Bund, localizado as margens do rio Huangpu, lá você encontra prédios grandiosos como o Peace Hotel, o Banco da China entre outros,  que fazem desse local um dos mais incríveis que já vimos, a arquitetura é de tirar o fôlego. Do The Bund você terá a melhor vista para a área moderna de Shanghai, o Pudong, e também poderá ver a ponte de aço, a  Waibadu, e ir ao melhor ponto para fotos da região, o Shey YI. 

Esses passeios são relativamente próximos um do outro, a uma distância de aproximadamente 3 km , mas como estávamos cansados decidimos ir de metrô da People Square para o Bund, e depois retornamos para o hotel. Todos esses locais são gratuitos! No caminho de volta ao hotel paramos para tomar um café e um vinho. Então esse foi nosso primeiro dia, como planejado sem muitos custos e muito proveitoso. 

Nesse dia gastamos: 

Transporte para o hotel : 180 RMB 
Almoço: 140 RMB 
Copo Starbucks: 190 RMB 
Café e taça de vinho: 60 RMB 


2º Dia – Disney Shanghai

O café da manhã do hotel iniciava às 7 horas, então acordamos cedinho, às 6 h, para estarmos prontos no horário e sair cedo para o metrô a caminho da Disney. Em Shanghai a estação de metro é muito bem sinalizada em inglês, de modo que foi muito fácil chegar ao parque. 

Os detalhes do parque como atrações, tempo nas filas, encontro com personagens nós iremos detalhar no post específico, clique aqui para saber mais. 

Aqui só irei colocar nossos gastos do dia. No parque tudo é mais caro, então é preciso estar mais preparado, principalmente se você for daqueles que adoram provar várias comidinhas. Como tínhamos nos alimentado muito bem no café, almoçamos um pouco mais tarde, não preciso nem dizer que o ambiente em qualquer restaurante da Disney já é uma atração à parte.

Pedimos um prato que deu para os dois no valor de 40 RMB, e 3 cervejas por 75 RMB no total, saímos satisfeitos e estava bem gostoso. Outro gasto foi com lembrancinhas, nós sempre compramos um imã de geladeira e óbvio que eu também precisava de um Mickey com roupinha da China, os dois ficaram no total de 130 RMB. 

No inverno o parque fecha cedo, então saímos no encerramento do parque, às 20 horas, quando acabou o show de fogos. Já voltando para o hotel paramos num barzinho que tinha ao lado e tomamos um vinho. E depois desfrutamos do jantar que é servido no SSAW e finalmente fomos descansar. Dia cansativo, mas mágico! 

Nesse dia gastamos:

 Almoço na Disney: 40 RMB 
Cervejas na Disney: 75 RMB 
Lembrancinhas Disney: 130 RMB 
Vinho no barzinho ao lado do hotel: 50 RMB 

3º Dia – Fake Market / Torre de Pérola 

Quando se fala em ir a China, o que vem logo a cabeça é comprar um monte daquelas coisas inúteis e interessantes fabricadas lá, e mesmo que nosso objetivo de viagem não englobasse compras, não poderíamos deixar de ir conhecer o famoso Fake Market de Shanghai o AP Plaza.

Localizado na parte subterrânea da estação de metrô do Museu de Tecnologia e Ciência, seu acesso é bem fácil, na saída da estação você dá de cara com uma infinidade de lojas. Os vendedores logo percebem o turista, e embora tivéssemos ouvido falar muito sobre a insistente abordagem deles, posso garantir que é bem menos incômoda do que a do mercado em Dubai.

Na verdade, quando você começa a olhar um item eles já dizem o preço, quando você sai eles te perguntam quanto você quer pagar, e alguns até começam a abaixar muito o valor. Quando finalmente encontrar algo que lhe interesse comece a negociar, eles não querem perder a venda, então pode abaixar bastante o preço, vocês chegarão a um consenso. Em torno de 40% do valor oferecido é uma boa negociação. 

Como o próprio nome já diz lá tudo é fake, das réplicas mais simples as mais próximas da perfeição, o segredo é que essas praticamente “originais” ficam sempre no fundo da loja, escondidas, o vendedor tira o produto de algum lugar secreto e te mostra com um ar desconfiado, mostrando a boa qualidade da peça, e realmente, aos olhos de leigos ou simplesmente de pessoas normais, jamais irão dizer que aquilo não é original, pois até com o selo de originalidade vem. Foi o caso de uma bolsa de uma marca muito famosa que comprei. Obviamente esses réplicas perfeitas tem um preço mais elevado, mas vale muito a pena pelo acabamento e qualidade. No geral você encontra de tudo lá, sapatos, malas, relógios, lembrancinhas, roupas, brinquedos, eletrônicos, etc. 

Não compramos muita coisa porque nosso lema é economizar, mas não podíamos sair de mãos abanando. O mais interessante que encontramos por lá, é que você pode comprar roupas sob medida, isso mesmo, algumas lojas tiram sua medida na hora, mandam fazer a roupa e ainda fazem entrega no hotel que você estiver. Compramos um terno dessa forma, ficamos com receio porque só tínhamos mais um dia na cidade, talvez não tivesse tempo para entregar, mas no horário combinado do outro dia o terno chegou perfeito!

Com relação a comunicação com eles, a maioria arranha bem o inglês, mas a melhor forma de negociar é através da calculadora que eles tem em mãos, você digita seu preço, eles o deles, até que um hora todo mundo se entende. Enfim, é um local bem interessante de visitar pela diversidade de coisas que tem lá, e se seu objetivo é comprar, esse é o lugar.  

Algumas das saídas do Fake Market são entrada para o pátio do Museu de Ciência e Tecnologia, não chegamos e visitar o museu mas deu pra ter uma noção da dimensão que é lá dento. 

Caminhando mais um pouco chegamos ao Century Park, local que as pessoas usam para fazer caminhadas ou simplesmente admirar seus jardins. O parque é enorme, cheio de lindos locais para foto. A partir de um certo ponto você precisa pagar para entrar, mas sinceramente não vimos necessidade, já que a parte gratuita já era muito bonita.  

Saindo de lá pegamos novamente o metrô e fomos conhecer a famosa Oriental Pearl Tower (Torre de Pérola), uma torre de transmissão de TV que é também um dos mais importantes cartões postais de Shanghai. Depois de tirar mil fotos ao pé da torre, fomos comprar os ingressos de acesso a ela, infelizmente estava nublado e a moça do guichê foi bastante honesta ao nos dizer que não valeria a pena subir para conhecer, já que não teríamos a visibilidade linda que ela proporciona. 

Vizinho a Torre de Pérola está a Disney Store, é bem bonita e rende boas fotos em sua entrada. Aproveitei e comprei um Mickey comemorativo do ano do Rato celebrado na China. 

Toda essa região é cheia de arranha céus, é a Shanghai moderna, o Pudong. Por lá também muitas lojas e shoppings, e foi num deles que resolvemos almoçar.

Na praça de alimentação, olhando alguns cardápios que ficam expostos, fomos atraídos por um simpático funcionário que literalmente muito rápido veio nos atender, mesmo não falando uma só palavra em inglês, ele prontamente utilizou o tradutor do celular para se comunicar. Pedimos o prato pela foto, era um frango inteiro, mas rapidamente o garçom o deixa em pedaçõs, foi ai que Luam usou nossos talheres portáteis pela primeira vez, eu me aventurei no hachi e deu certo. 

Pedimos ainda uma cerveja, essa rendeu uma história engraçada, pois o atendente não queria servir a bebida pois era gelada, e achou que estávamos pedindo enganado, pois era inverno, difícil foi explicar para ele que realmente queríamos a cerveja gelada, foi muito engraçado, mas no final ele entendeu. Nem sempre o tradutor diz tudo certinho, então esse tipo de coisa pode acontecer, mas, como disse antes, nada de desespero, tudo vira história pra contar.  

Também pedimos um saquê chinês, eu como boa paraibana que toma cachaça não aguentei sequer um gole da bebida, é extremamente forte, o jeito foi pedir um suco e batizar com o saquê. Uma coisa importante de frisar, é que lá em muitos lugares se paga pelos pratos, isso mesmo, o prato, aquele que você coloca a comida, as toalhinhas úmidas que são como guardanapos também são pagas. Fomos pegos de surpresa com isso, mas é coisa deles, não tem o que fazer, mas não se preocupem, o valor é baixo, não vai afetar muito no bolso. 

Finalmente voltamos para o hotel e decidimos descansar um pouco. A noite fomos a um Happy Hour no barzinho próximo ao hotel para jantarmos e desfrutarmos de alguns drinks. 

Nesse dia gastamos:

Compras no Fake Market 
Mala de viagem e bolsa: 1000 RMB 
Luva: 50 RMB 
Chás: 200 RMB 
Imã de geladeira: 10 RMB 
Miniatura da Torre de Pérola: 25 RMB 

Compra na Disney Store 
Pelúcia Mickey: 200 RMB 

Almoço: 150 RMB 
Jantar: 350 RMB 

4º Dia – Último dia em Shanghai / YuYuan Garden / City God – Templo da Cidade de Deus / Templo do Buda de Jade / French Concession

Último dia em Shanghai e já estávamos com saudade. Nosso primeiro passeio foi para conhecer o YuYuan Garden, como ficava bem próximo ao hotel fomos caminhando até lá.

Essa é a parte mais tradicional de Shanghai, no caminho várias lojinhas ornamentadas com as famosas lanternas vermelhas da China, e quanto mais se aproxima do Yu Garden mais característico o cenário se mostra. Já perto de lá, fica localizado um enorme centro comercial, repleto de lojas, comidas de rua, prédios enormes com dragões em sua fachada, um lugar lindo e que todo turista espera encontrar em uma visita à China.

Ficamos tão encantados com tudo isso que acabamos deixando o jardim de lado, tendo em vista que nosso tempo estava corrido e ainda tinham alguns lugares que queríamos visitar.  

Caminhamos então até o City God Temple (Templo da Cidade de Deus), é um dos principais templos taoístas da cidade, local onde as pessoas vão para rezar e agradecer. Éramos os únicos turistas e não estávamos entendendo suas preces, oferendas e rituais, mas só em observar tudo aquilo já nos sentimos realizados. Todos esses passeios ficam na mesma região, tudo pertinho um do outro, dá para fazer tudo caminhando tranquilamente. 

Saindo de lá, pegamos o metrô para conhecer o templo mais importante de Shanghai, o Templo do Buda de Jade, como o nome já diz é um templo budista que abriga diversas esculturas, a mais impressionante é a de um Buda sentado, medindo 2 metros e pesando mais de 200 quilos. Há ainda diversos pavilhões onde são realizadas cerimônias religiosas.  

De lá fomos caminhando em direção a French Concession, um bairro cedido a diplomatas franceses em 1849, com arquitetura ocidental, esse local é ideal para realizar uma agradável caminhada por suas ruas tranquilas, observar seus prédios e desfrutar da culinária local. Almoçamos um lámen tipicamente chinês, no frio do rigoroso inverno de Shanghai acredito ser a melhor pedida. 

Já de volta para a Old Street mais uma vez paramos na área comercial do Yu Yuan para comprarmos lembrancinhas. De lá fomos caminhando até um KFC para comprar um lanchinho para mais tarde, compramos ainda um vinho, é comum lojas especializadas em vinhos por lá. 

Nesse dia gastamos: 

City God: 20 RMB 
Templo do Buda de Jade: 40 RMB 
Almoço: 126 RMB 
Lembrancinhas: 50 RMB 
Vinho: 126 RMB 
KFC: 74 RMB 

Shanghai sem dúvida foi a cidade mais incrível que conhecemos, do moderno ao tradicional ela surpreende em cada detalhe. É aquele lugar que dá vontade de viver, por sua organização, limpeza, beleza e tantos outros atributos.

Para mais dicas sobre nossa viagem à Ásia e China, clique nos links.

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