Takayama

Roteiro de 2 dias em Takayama – O que fazer?

1º Dia – Takayama

Saímos de Hiroshima e pegamos o trem com destino à linda cidade de Takayama, localizada na região montanhosa do Japão.

A viagem de Tóquio à Takayama é um pouquinho longa, chegamos ao hotel já no horário do almoço. O hotel Kuretakeso Takayama Ekimae fica localizado muito perto da estação, o quarto não chega a ser grande mas tem um bom espaço, suficiente para o casal. O hotel oferece um Happy Hour com direito a uma bebida de sua escolha e snacks. Não é possível realizar check in antecipado, mas há um local onde podemos deixar as malas, foi o que fizemos.

Após isso, saímos em busca de algum lugar para almoçar. Mas num dia de domingo isso não é tarefa fácil em Takayama, quase tudo estava fechado, então para dar aquela enganada na fome veio o plano B que nunca falha, Mc Donalds.

Depois disso, continuamos caminhando para conhecer um pouco da cidade e achar algum lugar para almoçar de verdade. Encontramos um restaurante bem pequeno, com apenas 3 mesas e o balcão, pela primeira vez comemos algo ruim no Japão, a comida era gordurosa e sem sabor e o atendimento péssimo. Não tínhamos tido esse tipo de experiência ainda durante a viagem, atendentes super grosseiros e impacientes.

Saindo de lá, fomos para a parte antiga de Takayama e ao atravessar a ponte do rio Miyagawa parece realmente que voltamos no tempo, várias casinhas antigas de madeira num vilarejo charmoso e com ar de interior.

Infelizmente neste dia tinham poucas coisas funcionando, entre elas algo que tínhamos visto no instagram e estávamos doidos para provar, o Takayama Pudding Tei, um pudim maravilhoso que vem num potinho fofo e de uma coloração belíssima, no local aproveite para tirar os sapatos e saborear o pudim num cantinho aconchegante que é reservado aos clientes. Mesmo sendo inverno, não resisti e também provei o sorvete de lá, valeu muito a pena.

Outro local que encontramos aberto foi um daqueles famosos art in coffe, onde eles colocam fotos no café. Tentamos encontrar um onde realmente fizessem a arte desenhando, mas nesse local era tipo uma impressão da foto. Obviamente nossa escolha foi da nossa maior saudade na viagem, nosso Loki!

Como quase tudo estava fechado e já tinha dado a hora do nosso check in, voltamos para o hotel.

A noite saímos para jantar e por sorte encontramos uma espécie de Pub, era um local bem bacana com uma temática gótica geek, o Café & Bar Bacchus. Lá pedimos macarronada e vinho, o preço é justo pela qualidade da comida e do atendimento. Adoramos a comida e o ambiente.

Nesse dia gastamos: Mc Donalds: 400 Y

Almoço: 2050 Y
Café com arte: 550 Y
Pudding Tei: 1650
Jantar: 5996 Y

2º Dia – Bate e volta de Takayama para Shirakawa-go

Geralmente quem visita Takayama costuma fazer o bate e volta para Shirakawa-go, então após tomar café no Family Mart, fomos para a estação de metrô nos informar sobre como ir até Shirakawa.

Basta se direcionar a uma agência que fica do lado de fora da estação, lá eles explicam como é feito o passeio, preço e horários, além de lhe darem um mapa do local. A ida é feita de ônibus e após a compra, é só esperar na fila com o número do seu bilhete. No horário marcado o transporte chega e é feito o embarque, tudo muito organizado, o ônibus é muito confortável e a viagem super tranquila.

Quando se vai a Shirakawa-go no inverno, a maior expectativa é ver um cenário coberto de neve, e o caminho parecia prometer isso, durante quase todo o percurso estava nevando, montanhas e florestas branquinhas de neve.

Infelizmente lá em Shirakawa não chegou a nevar forte como queríamos, e a paisagem não estava tão branca como imaginávamos, mas mesmo assim a cidade é um lindo cenário de inverno.

Quando chegamos lá, o ônibus para numa pequena estação, de lá pode ir caminhando e seguindo as placas e o mapa. Nossa primeira parada foi conhecer a casa Wada, residência da mais tradicional família da região, onde o primeiro e segundo andar são abertos à visitação. É uma casa típica, com telhado de palha, arrodeada de plantações e canais com águas cristalinas. Para entrar é preciso tirar os sapatos, lá dentro eles lhe oferecem uma sandália própria.

Particularmente não gostamos muito dessa visita, achávamos que seria algo mais detalhado da forma como eles vivem, mas no geral é uma grande casa de madeira, com uma lareira e alguns vãos. Mas essa foi nossa opinião, talvez pra você seja interessante conhecer esse tipo de lugar. A entrada custou 600 ienes o casal.

Saindo de lá, continuamos seguindo o mapa, pelo caminho, várias casinhas, lojas de artesanato, armazéns, todos com telhado de palha que costumam ficar cobertas de neve nesse período. Há ainda muitas plantações e também um lindo rio.

Para chegar a vila principal é preciso atravessar a ponte que corta esse rio. Assusta um pouco porque ela é enorme e balança um pouquinho rsrs, mas em compensação, dela é possível admirar lindas paisagens e fazer ótimas fotos.

Passando a ponte se chega ao Museu Gassho Zukuri, é um museu a céu aberto onde se encontram casas, alguns templos e outros edifícios. Chegando a um determinado ponto é preciso pagar ingresso para continuar a visita, no guiché, infelizmente, os atendentes eram despreparados para lidar com o turista, eles não falavam inglês, o que não seria um problema se agissem com educação, mas é como se perdessem a paciência por você não falar a língua deles. Enfim, mesmo sem entender nada e sendo até desrespeitados, compramos os ingressos.

Na verdade, quando se entra no local, ele não difere muito do que vemos na parte gratuita, tem aquelas casas típicas em estilo gassho feitas com palha de arroz em formato de triângulo. A vantagem é que você pode ver isso tudo bem de perto e entrar em algumas.

Na volta, já em direção a estação de ônibus, fomos conhecer o mirante de Shirakawa, de lá se tem uma visão panorâmica de toda a cidade. A subida pode ser feita através de ônibus que fazem ida e volta, ou até mesmo a pé. Nós optamos por ir caminhando, a subida é um pouco cansativa mas não precisa ser nenhum atleta para conseguir realizá-la sem maiores problemas e a recompensa vale todo o esforço. A vista é simplesmente linda!

Realizamos toda a visita em Shirakawa-go no período de uma manhã, então por volta do meio dia voltamos para pegar nosso ônibus. Em frente à estação há alguns restaurantes, fomos em um que, por sorte, oferecia café brasileiro, já estávamos com saudades de casa. Foi um café reforçado com pães e algumas frutas, então já consideramos como almoço.

Já de volta a Takayama, aproveitamos para ir direto à vila, que no dia anterior estava quase toda fechada, dessa vez todo o comércio estava aberto. Muita comida, artesanato e saquês. A região é famosa por fabricar os melhores saquês do mundo! Acabamos comprando um pequeno barril da bebida. Além disso Luam experimentou uma cerveja quente a base de canela que é bem vendida por lá, só que ele não gostou muito rsrs.

No final da tarde saímos da vila e fomos comer no Café Uemura. Como tínhamos visto que o hambúrguer lá era bem grande, íamos pedir apenas um e dividir, mas a política do restaurante não permite que uma pessoa se sente à mesa caso não faça seu próprio pedido, ou seja, se você estiver com um grupo de pessoas e alguém simplesmente não queira comer, essa pessoa é impedida de estar no local com os demais. Embora tenhamos achado um pouco sem lógica, entendemos que é uma regra deles e foi uma escolha nossa fazer o outro pedido, uma bebida. O hambúrguer de lá é muito saboroso e o ambiente bem agradável.

Seguimos para o hotel, no caminho compramos nosso jantar e um vinho no mercadinho.

Nesse dia gastamos:

Café no Family Mart: 600 Y
Ônibus para Shirakawa-go Ida e volta o casal: 9200 Y
Visita a casa Wada: 600 Y
Museu Gassho Zukuri: 1200 Y
Café/Almoço: 1450 Y
Cerveja quente: 700 Y
2 Barris de saquê: 3700
Lembrancinhas: 1250 Y
Lanche no Café Uemura: 1800 Y
Jantar e vinho: 1859 Y

Takayama é o lugar mais tradicional que visitamos, uma típica cidade de interior, pacata e aconchegante, suas ruas bem menos agitadas e em alguns momentos quase desertas, sem aquela aglomeração de turistas. Shirakawa-go é tão linda e apaixonante que dá vontade de ficar lá para sempre, aquelas casinhas cobertas de palha de arroz, seu clima frio, córregos com águas cristalinas e ainda as lindas montanhas cobertas de neve. É realmente encantadora.

Apesar de ter tido alguns contratempos nas duas cidades, nós adoramos conhecê-las e gostaríamos muito de ter mais tempo nelas, pois todo aquela linda cultura e tradição japonesa que a gente tanto espera, se encontra lá.

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